O mundo mudou, a sociedade evoluiu, o tempo passou e continua a passar, porém a Palavra de Deus permanece para sempre, imutável, fiel e atual.
O evangelismo faz parte de uma ordem que Jesus deu a seua díscípulos (Mc 16.15) e que se estende até nós, cristãos desse século. E daquele dia até hoje a ordem do Senhor tem sido cumprida, porém no perído que chamamos de era moderna a meneira como a igreja tem evangelizado vem perdendo (se é que já não perdeu) a essência da mensgem do evangelho.
O grande problema é que a meneira de se evangelizar tornou-se pragmática, deixamos de lado o fundamento da menssagem que é unicamente a Palavra de Deus. Utiliza-se muito mais de ferramentas como meio de atrair e consolidar uma pessoa na igreja do que o ensino genuíno das Escrituras.
O pior é que essa metolologia inicia-se no evangelismo e continua no discipulado, formando assim um povo "cristão" que está na igreja mas não está no Senhor, tornam-se membros, mas não são convertidos. A igreja é para esses apenas um lugar agradável de se estar assemelhando-se muito a um clube social, diferente da igreja dos primeiros séculos que era um refúgio para os perdidos e perseguida por um sistema corrupto, impiedoso e anticristão.
É necessário voltarmos às raízes do evangelho, a praticarmos um Evangelismo Bíblico centrado totalmente na mensagem dos profetas do Antigo Testamento bem como dos Apóstolos e discípulos do Senhor Jesus.
Existe uma chave esquecida para o Evangelismo Bíblico, porém a igreja atual, em sua maioria, desconhece a sua existência, e, isso pelo fato dessa chve ter se perdido na virada do século XX. A Bíblia a chama de a Chave, sendo mais especifico ela na verdade caiu em desuso, ou seja, foi deixado de lado, não é mais utilizada para evangelizar.
O Evangelho fala de uma porta em que todo aquele que passar por ela será salvo, essa porta é Cristo ( João 10. 9). O propósito dessa Chave é destrancar a Porta do Salvador, de forma que ela não só é bíblica como também foi utilizada durante história para abrir a porta da salvação para muitos trazendo de forma efetiva avivamento verdadeiro para o povo de Deus.
Essa Chave caiu no esquecimento porque o homem em seu estado caido se envaideceu, engodado pelo diabo e vestido de orgulho se enveredou pelo caminho da religiosidade tirando essa Chave para não mais usá-la, Jesus a chamou de a chave do conhecimento (Lc 11.52). Em outra vezes a entortaram impedindo que ela pudesse fazer o seu papel (Mc 7.8), assim distorcendo a verdadeira mensagem do Evangelho.
Então, que Chave é essa? A Lei de Deus! Sim! O Evangelismo deve ter como instrumento de persuasão dos descrentes a Lei do Senhor. Em Atos dos Apóstolos 28.23, percebemos que Paulo utilizou essa ferramenta para persuadir os seus ouvintes e pregar a mensagem do Evangelho de Jesus. Fazendo mensão da mensagem dos Profetas e da Lei de Moisés o apóstolo dos gentios ministrava ao coração dos pecadores.
A Bíblia diz em 1Timóteo 1.8, que a Lei de Moisés é boa se for usada como se deve. O apóstolo Paulo disse que "não conheceu o que era pecado, senão pela Lei" (Rm 7.7). Assim, a Chave do Evangelismo Bíblico ( a lei de Deus, ou seja, os dez mandamentos) foi feita aos pecadores para que eles tivessem o conhecimento do pecado de forma a se arrependerem e reconhecerem a necessidade do Salvador.
As Sagradas Escrituras nos deixam claro que é a Lei do Senhor que leva os pecadores ao arrependimento fazendo com que eles se convertam e voltem para o seu Criador. O Salmos 19.7 nos diz: "A lei do Senhor é perfeita para converter a alma".
O homem deve primeiro conhecer a sua condição diante de um Deus justo. O homem é infrator da Lei de Deus, e por isso está condenado, a sentença já foi dada, está debaixo da ira de Deus, condenado ao inferno, o valor da "fiança" é altíssimo, de forma que ele não tem como pagar. Qual sua esperança? Que alguém pague para ele. A boa notícia (Boas Novas) é que alguém já pagou!
O preço pago foi o sangue de Jesus Cristo, morto na cruz do calvário, sangue precioso que justifica o condenado desde que este receba pela fé o dom de Deus. O apóstolo Pedro trás essa gloriosa afirmação em sua primeira carta: "Porquanto, estais cientes de que não foi mediante valores perecíveis como a prata e o ouro que fostes resgatados do vosso modo de vida vazio e sem sentido, legado por vossos antepassados" (1Pe 1.18). Veja também 1Coríntios 7.23, Gálatas 3.13 e Hebreus 9.12.
O Evangelho pregado nos dias atuais deixa aculto a parte que aponta o motivo pelo qual o homem está condenado, não basta apenas dizer que ele é pecador de forma genérica citando apenas o texto de Romanos 3.23, deve-se mostrar que ele é culpado de transgredir a santa lei de Deus. Muitos acreditam que por que nunca roubaram ou mataram são pessoas boas e estão isentas, acham que, por exemplo, contar uma "mentirinha" não as condenará, entretanto mentir assim como roubar são pecados diante de Deus e quem comete um ou outro está trangredindo Sua Lei (Os Dez Mandamentos), portanto são culpados.
A Lei em sua integralidade possui as funções de fazer cessar toda justificação dos homems, em Romanos 3.19a está escrito: "Ora, sabemos que tudo o que a Lei diz, o diz aos que estão sob o domínio da Lei, para que toda a boca se cale...". A Lei também coloca todo o mundo sob o juízo de Deus (Rm 3.19b - "...e todo o mundo seja condenável diante de Deus); faz com que os homens saibam que são pecadores e que ninguém será justificado pelas obras da lei (Rm 3.20 - "visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado."); serve de aio para conduzir o homem até Cristo para sermos justificados pelo seu precioso sangue (Gl 3,24).
Entendemos, então, que Lei não nos ajuda, ela apenas nos deixa sem valor, desamparados, ela não nos justifica, apenas nos mostra que somos culpados diante de um Deus justo e santo, dependentes de Sua graça e misericódia.
"Eu não creio que homem algum possa pregar o evangelho sem pregar a lei. A lei é a agulha. Não se consegue passar o fio de lã do evangelho pelo coração de uma pessoa sem antes furá-lo com a agulha da lei, que lhe prepara o caminho."
Por: Romildo C. Santos