sexta-feira, 24 de julho de 2020

Evangelizando Biblicamente

O mundo mudou, a sociedade evoluiu, o tempo passou e continua a passar, porém a Palavra de Deus permanece para sempre, imutável, fiel e atual.

O evangelismo faz parte de uma ordem que Jesus deu a seua díscípulos (Mc 16.15) e que se estende até nós, cristãos desse século. E daquele dia até hoje a ordem do Senhor tem sido cumprida, porém no perído que chamamos de era moderna a meneira como a igreja tem evangelizado vem perdendo (se é que já não perdeu) a essência da mensgem do evangelho.

O grande problema é que a meneira de se evangelizar tornou-se pragmática, deixamos de lado o fundamento da menssagem que é unicamente a Palavra de Deus. Utiliza-se muito mais de ferramentas como meio de atrair e consolidar uma pessoa na igreja do que o ensino genuíno das Escrituras.

O pior é que essa metolologia inicia-se no evangelismo e continua no discipulado, formando assim um povo "cristão" que está na igreja mas não está no Senhor, tornam-se membros, mas não são convertidos. A igreja é para esses apenas um lugar agradável de se estar assemelhando-se muito a um clube social, diferente da igreja dos primeiros séculos que era um refúgio para os perdidos e perseguida por um sistema corrupto, impiedoso e anticristão.

É necessário voltarmos às raízes do evangelho, a praticarmos um Evangelismo Bíblico centrado totalmente na mensagem dos profetas do Antigo Testamento bem como dos Apóstolos e discípulos do Senhor Jesus.

Existe uma chave esquecida para o Evangelismo Bíblico, porém a igreja atual, em sua maioria, desconhece a sua existência, e, isso pelo fato dessa chve ter se perdido na virada do século XX. A Bíblia a chama de a Chave, sendo mais especifico ela na verdade caiu em desuso, ou seja, foi deixado de lado, não é mais utilizada para evangelizar. 

O Evangelho fala de uma porta em que todo aquele que passar por ela será salvo, essa porta é Cristo ( João 10. 9). O propósito dessa Chave é destrancar a Porta do Salvador, de forma que ela não só é bíblica como também foi utilizada durante história para abrir a porta da salvação para muitos trazendo de forma efetiva avivamento verdadeiro para o povo de Deus.

Essa Chave caiu no esquecimento porque o homem em seu estado caido se envaideceu, engodado pelo diabo e vestido de orgulho se enveredou pelo caminho da religiosidade tirando essa Chave para não mais usá-la, Jesus a chamou de a chave do conhecimento (Lc 11.52). Em outra vezes a entortaram impedindo que ela pudesse fazer o seu papel (Mc 7.8), assim distorcendo a verdadeira mensagem do Evangelho.

Então, que Chave é essa? A Lei de Deus! Sim! O Evangelismo deve ter como instrumento de persuasão dos descrentes a Lei do Senhor. Em Atos dos Apóstolos 28.23, percebemos que Paulo utilizou essa ferramenta para persuadir os seus ouvintes e pregar a mensagem do Evangelho de Jesus. Fazendo mensão da mensagem dos Profetas e da Lei de Moisés o apóstolo dos gentios ministrava ao coração dos pecadores.

A Bíblia diz em 1Timóteo 1.8, que a Lei de Moisés é boa se for usada como se deve. O apóstolo Paulo disse que "não conheceu o que era pecado, senão pela Lei" (Rm 7.7). Assim, a Chave do Evangelismo Bíblico ( a lei de Deus, ou seja, os dez mandamentos) foi feita aos pecadores para que eles tivessem o conhecimento do pecado de forma a se arrependerem e reconhecerem a necessidade do Salvador.

As Sagradas Escrituras nos deixam claro que é a Lei do Senhor que leva os pecadores ao arrependimento fazendo com que eles se convertam e voltem para o seu Criador. O Salmos 19.7 nos diz: "A lei do Senhor é perfeita para converter a alma".

O homem deve primeiro conhecer a sua condição diante de um Deus justo. O homem é infrator da Lei de Deus, e por isso está condenado, a sentença já foi dada, está debaixo da ira de Deus, condenado ao inferno, o valor da "fiança" é altíssimo, de forma que ele não tem como pagar. Qual sua esperança? Que alguém pague para ele. A boa notícia (Boas Novas) é que alguém já pagou!

O preço pago foi o sangue de Jesus Cristo, morto na cruz do calvário, sangue precioso que justifica o condenado desde que este receba pela fé o dom de Deus. O apóstolo Pedro trás essa gloriosa afirmação em sua primeira carta: "Porquanto, estais cientes de que não foi mediante valores perecíveis como a prata e o ouro que fostes resgatados do vosso modo de vida vazio e sem sentido, legado por vossos antepassados" (1Pe 1.18). Veja também 1Coríntios 7.23, Gálatas 3.13 e Hebreus 9.12.

O Evangelho pregado nos dias atuais deixa aculto a parte que aponta o motivo pelo qual o homem está condenado, não basta apenas dizer que ele é pecador de forma genérica citando apenas o texto de Romanos 3.23, deve-se mostrar que ele é culpado de transgredir a santa lei de Deus. Muitos acreditam que por que nunca roubaram ou mataram são pessoas boas e estão isentas, acham que, por exemplo, contar uma "mentirinha" não as condenará, entretanto mentir assim como roubar são pecados diante de Deus e quem comete um ou outro está trangredindo Sua Lei (Os Dez Mandamentos), portanto são culpados.

A Lei em sua integralidade possui as funções de fazer cessar toda justificação dos homems, em Romanos 3.19a está escrito: "Ora, sabemos que tudo  o que a Lei diz, o diz aos que estão sob o domínio da Lei, para que toda a boca se cale...". A Lei também coloca todo o mundo sob o juízo de Deus (Rm 3.19b - "...e todo o mundo seja condenável diante de Deus); faz com que os homens saibam que são pecadores e que ninguém será justificado pelas obras da lei (Rm 3.20 - "visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado."); serve de aio para conduzir o homem até Cristo para sermos justificados pelo seu precioso sangue (Gl 3,24). 

Entendemos, então, que Lei não nos ajuda, ela apenas nos deixa sem valor, desamparados, ela não nos justifica, apenas nos mostra que somos culpados diante de um Deus justo e santo, dependentes de Sua graça e misericódia.

Assim, concluimos com uma citação de Charles Spurgeon:
"Eu não creio que homem algum possa pregar o evangelho sem pregar a lei. A lei é a agulha. Não se consegue passar o fio de lã do evangelho pelo coração de uma pessoa sem antes furá-lo com a agulha da lei, que lhe prepara o caminho."



Por: Romildo C. Santos


terça-feira, 14 de abril de 2020

A ÚLTIMA PÁSCOA - Uma reflexão sobre a Ceia do Senhor

Texto: Jo 13.1-35 / Mt 26.17-30
INT.: A banalização, distorção, comercialização, desfiguraram a páscoa fazendo com que ela se tornasse uma fábula, perdendo, assim, a essência do que realmente ela é e o seu primordial e sublime significado.

I)A PÁSCOA JUDÁICA (Ex 12.2-11)
1.O prenúncio de um novo tempo (v.2)
2.Um dia de memorial (vs.6,14)
3.Perseverança, União e  Obediência (v.3-6)
4.Revela o sacrifício (v.6)
5.Zelo e orientação (v.7)
6.Mostra o Sustento e Provisão (v.8-10)
7.Alerta para o estar Preparado (v.11)

II)ÚLTIMA PÁSCOA E PRIMEIRA CEIA DO SENHOR
A)UM CONTRASTE:
1.A primeira páscoa foi comida às pressas... (Ex 12.11)
2.A última páscoa foi comida sem pressa, sentados...
3.Os hebreus estavam prontos para ir embora...
4.Não havia fuga planejada, Cristo sairia para o jardim...
5.O povo hebreu anelava pela libertação da escravidão...
6.O mundo necessitando de salvação...
B)UMA MUDANÇA:
1.Transformação da última Páscoa na primeira Ceia do Senhor
2.Elem. 1ª Páscoa – memorial dos hebreus como escravos
3.Elem. 1ª Ceia – memorial do sacrifício de Cristo por nós
4.Primeira Páscoa – o vinho era tomado primeiro
5.Primeira Ceia – o pão é oferecido primeiro

III)LIÇÕES TIRADAS DA CEIA PRIMEIRA CEIA DO SENHOR
1.A necessidade de salvação (Jo 13.6-8)
2.A necessidade de abandonar o orgulho (Jo 13.14-16)
3.A importância da humildade (Jo13.5; 12-7)
4.A importância do amor entre nós (Jo13.34)
5.O perigo de não ser lavado por Cristo (Jo13.8)
6.O louvor pela salvação (Mt 26.30)

IV)O SUBLIME SIGNIFICADO DA PÁSCOA (CEIA DO SENHOR)
1.A RESSUREIÇÃO DE JESUS CRISTO
1.1.A vitória sobre o último inimigo
1.2.Jesus venceu a carne (Getsêmani)
1.3.Jesus venceu Satanás (Pregado na Cruz)
1.4.Jesus venceu Pecado (Morreu na cruz)
1.5.Jesus venceu a morte (Ressuscitou)

Conclusão:
A páscoa não pode ser resumida a uma festa simples, com símbolos que apenas remetem ao movimento do comércio, um momento para presentear uns aos outros como ovos de chocolate, não!
A páscoa tem um significado muito maior, muito mais sublime, a páscoa hoje ceia do Senhor é um memorial que nos deve trazer à memória o grande ato de Deus pela humanidade perdida, a derrota da morte e o dom da vida.
O símbolo sublime e grandioso dessa festa deve ser Cristo Jesus, pois ele ressuscitou e vive para sempre!!! Aleluia!!!


segunda-feira, 30 de março de 2020

O CHAMADO DE ABRAÃO - IBA - Culto de Domingo dia 29.03.2020

Palavra ministrada  pelo pastor Jair Marinho na Igreja Batista Ágape no culto de Domingo dia 03/03/2020. 
Tema: O CHAMADO DE ABRÃO
Texto Bíblico: Gn 13. 14-18

PARTE 1/3


PARTE 2/3


PARTE 3/3


IGREJA BATISTA ÁGAPE
PR.: Jair Marinho
ENDEREÇO: Av. Brasil, Nº 117 - Vila Cafeteira, Imperatriz - MA.

sábado, 14 de março de 2020

A TRAGÉDIA DE UMA OPORTUNIDADE DESPERDIÇADA (Parábola dos Talentos)


TEXTO: MATEUS 25.14-30
A parábola anterior a do texto acima citado e a das Virgens, a qual destacou a necessidade de se estar alerta e preparado para a vinda de Cristo. A dos Talentos enfatizam a necessidade do serviço fiel durante a sua ausência. De forma que essa narrativa de Jesus nos traz algumas lições muito importantes acerca do Reino de Deus

Lições a serem aprendidas:

1) O SENHOR QUE SE AUSENTA PARA LONGE POR UM TEMPO E SEUS SERVOS (v.14)
1.1 O homem representa Jesus;
1.2 Saiu de viagem, representa a ascensão de Cristo aos céus (Jo 14.1-3); (At 1.9-11);
1,3 Os servos representam os crentes professos;
1.4 Os bens entregues aos servos representam a obra que Ele deixou cada um responsável.

2) O TESOURO ENTREGUE PARA MORDOMIA (v.15)
2.1 Entendendo o que era, o valor e o que representava o tesouro
  • O que era o talento? Não era uma moeda específica, mas uma medida de peso que poderia diferenciar de valor se fosse ouro ou prata.
  • 1 Talento = 6.000 Denários.                          
  • 1 Denário equivalia ao pagamento de um dia de trabalho.
  • 1 Talento = 6.000 Denários = 600.000,00 (Seiscentos mil Reais).

 2.2 Valores atualizados que cada servo recebeu (colocando em valores de hoje da moeda corrente no Brasil)
  • O Terceiro Servo recebeu 1 Talento = R$ 600.000,00 (Seiscentos mil Reais);
  • O Segundo Servo recebeu 2 Talentos = R$ 1.200.000,00 (Um milhão e duzentos mil Reais);
  • O Primeiro Servo recebeu 5 Talentos = R$ 3.000.000,00 (3 milhões de Reais);

 2.3 O significado dos talentos na parábola
  • Os talentos representam diferentes responsabilidades a serem executadas de acordo com a capacidade de cada homem

 3) A ATITUDE DE QUEM É SERVO (vs. 16-18)
3.1 O que recebeu 5 talentos dobrou (executou a responsabilidade que lhe foi confiada)
3.2 O que recebeu 2 talentos dobrou (executou a responsabilidade que lhe foi confiada)
3.3 O que recebeu 1 talento devolveu (Não executou a responsabilidade que lhe foi confiada)

4) O ACERTO DE CONTAS (vs. 19-23)
4.1 O retorno do Senhor depois de um longo tempo, representa a volta de Cristo indicando que não seria imediata.
4.2 Na volta do seu senhor os dois primeiros servos tinham quantias diferentes a apresentar, mas ambos ofereceram lucro de cem por cento e receberam o mesmo elogio e recompensa. Isso significa que recompensa está baseada na fidelidade e não nos resultados

 5) INDESCULPÁVEL DIANTE DO SENHOR (vs. 24,25)
5.1 A explicação/desculpa que o servo que tinha apenas um talento dar demonstra o seu total desconhecimento de quem era o seu mestre, o que leva a entender que esse servo não representa um crente verdadeiro.
5.2 A resposta do Senhor ao servo não significa que ele está confirmando a declaração do servo infiel, na verdade o mestre está condenando o servo pelas próprias palavras dele, de modo que mesmo se a afirmação do servo fosse verdadeira não serviria de desculpa para sua negligência e preguiça.
5.3 Portanto o talento foi tirado desse servo preguiçoso e rebelde e foi dado àquele que era mais capaz de usá-lo com proveito.

6) A JUSTA CONDENAÇÃO (vs 30)
6.1 O choro e tanger de dentes mostra claramente que isto simboliza o castigo eterno (8:12; 13:42, 50; 22:13; 24:51)

terça-feira, 10 de março de 2020

UMA GERAÇÃO MIMADA


ANDANDO EM CRISTO


TEXTO: Cl 2.6,7

INT.:  Se tivermos recebido o próprio Cristo no íntimo de nosso coração, nossa nova vida manifestará o conhecimento íntimo dele por meio de uma caminhada de fé.

1. CAMIHAR SUGERE AÇÃO
“Andai...” é um termo comum no NT e indica a conduta diária do cristão.
(Rm 8. 4 - para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito)
(Gl 5.16 - Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne)
(Ef 2.10 - Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas)
Andar em Cristo é viver uma vida que é modelada segundo a dele.
(1Jo 2.6 - Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou)
(1Pe 2.21 - vide)

2. CAMINHAR IMPLICA EM PROGRESSO

a) No conhecimento de Deus
(Os 6.3a - Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor;...)

b) Na graça e conhecimento de Cristo Jesus
(2Pe 3.18a - Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo...)

c) No crescimento espiritual
(1Pe 2. 2 - ​desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação)
(Cl 3.16a - Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria – NVI)
(Jr 15.16 - Quando as tuas palavras foram encontradas eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo, pois pertenço a ti, Senhor Deus dos Exércitos); (Sl 119. 16,24,35,47,72); (Sl 19. 7)

3. CAMINHAR IMPLICA EM CONTINUAÇÃO

a) Deve haver um habitar perpétuo em Cristo
(Fp 3. 13,14 - Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus)

b) Devemos sempre estar, caminhar e fazer a vontade do Mestre
(Jo 4.34 - A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra)

4. CAMINHAR TAMBÉM SUGERE HÁBITO
O hábito é o tom constante da vida de uma pessoa (se algumas vezes desfrutamos de Cristo, e então, nos esquecemos dele; se algumas vezes o chamamos de nosso e logo mais alteramos nosso julgamento, isso não é hábito, não estamos caminhando com ele)
Ter Jesus como essência de nosso ser (É nos manter nele, apegamo-nos a Ele, nunca o abandonar, mas também vivê-lo)


COISAS QUE DEUS ABORRECE E ABOMINA

Texto: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos” (Pv 6.16-19).

Introdução: Enquanto aborrecer significa zangar-se, abominar quer repelir com ódio. Devemos evitar estas coisas que Deus aborrece e abomina.

1- OLHOS ALTIVOS
Olhos altivos têm a ver com orgulho e arrogância. A Bíblia ensina que o temor do Senhor consiste em odiar o mal, pois Ele aborrece a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa (Pv 8:13)

Vencer a altivez é um dos desafios da vida cristã. Devemos ser obedientes ao Senhor Jesus para podermos anular toda a altivez que venha se levantar contra o conhecimento de Deus (2 Co 10.4-6). Jesus ensinou que aquele que “a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt 23:12).

2- LÍNGUA MENTIROSA E A FALSA TESTEMUNHA
Das sete coisas que Deus aborrece, três são pecados da língua. Deus odeia a mentira e todo mentiroso será castigado por Deus (Sl 7.12-16). Muitos têm confiado na mentira achando que podem enganar o próprio Deus.

Deus é verdade, e a mentira não vem dele (Jo 8.44). Temos que aprender falar a verdade (Ef 4.25). O verdadeiro discípulo é aquele que odeia e abomina a mentira e busca a verdade da Palavra de Deus (Sl 119.163). Jesus pediu que os seus discípulos fossem santificados na verdade (Jo 17.17).

3- MÃOS QUE DERRAMAM SANGUE INOCENTE
Devemos procurar ficar longe dos violentos: "Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com eles, porque o seu coração maquina violência, e os seus lábios falam para o mal”. (Pv 24.1-2).

Lamentavelmente a violência está descontrolada em nossa sociedade. Apesar das promessas de segurança feita pelos políticos, precisamos entender que a verdadeira solução para vivermos em paz está em Jesus. (Jo 14.27).

4- CORAÇÃO QUE TRAMA PROJETOS INÍQUOS
O crescimento da injustiça tem levado muitos ao desespero e à prática da iniquidade. Até mesmo pessoas que dizem ser servos do Senhor e ensinam a Sua Palavra podem ser tentadas a tramarem projetos malignos e pecaminosos.

A Bíblia, porém, nos garante que tudo isto um dia será mudado, pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas os justos serão sustentados pelo Senhor (Sl 37:17).

5- PÉS QUE SE APRESSAM A CORRER PARA O MAL
A Bíblia ensina que ao cedermos à tentação e nos apressarmos em fazer o mal, seremos rejeitados por Deus (Sl 34:16). Por isso devemos aborrecer o mal e amar o bem (Pv 8.13;

Tt 1.8). Esses conceitos exigem um novo modo de pensar.

6- O QUE SEMEIA CONTENDAS ENTRE IRMÃOS
A contenda é obra dos maldizentes, pois “não havendo maldizente, cessa a contenda" (Pv 26.20). Infelizmente, existem aqueles que se ocupam em falar mal dos outros semeando contendas. Deus detesta tal comportamento, pois "o que ama a contenda ama o pecado” (PV 17.19).


Conclusão: Quando amamos uma pessoa, procuramos evitar as coisas que ela não gosta. Quando Deus diz que detesta essas sete coisas, está dizendo que as pessoas que o amam devem tirar todos esses pecados da própria vida. Amém.



AMAR A DEUS COM TODO NOSSO CORAÇÃO: O QUE SIGNIFICA?

Escribas e Fariseus tentaram a Jesus muitas vezes com várias perguntas. Outros andaram perguntando em busca de respostas. Há uma pergunta que foi feita duas vezes por dois grupos diferentes, um que queria aprender e outro que queria prová-lo. É a pergunta sobre qual é o maior mandamento. Vejamos a passagem em questão:

Mateus 22:35-38
“e um deles, doutor da lei, para o experimentar, interrogou- o, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.

Marcos 12:28-30
“Aproximou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, percebendo que lhes havia respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. ”

1. Amar a Deus: o que isto significa?
Conforme lemos, amar a Deus com todo nosso coração é o mandamento mais importante. Mas, o que isto significa? Infelizmente temos vivido numa época em que a palavra amor tem-se tornado apenas em um significado de sentimento. Amar alguém é confundido com o significado de "sentir-se bem com eles". Contudo, "se sentir bem" com alguém não constitui necessariamente um amor em termos bíblicos. Pois em termos bíblicos amor está intimamente ligada ao fazer, e, especificamente, de amar a Deus para fazer o que Deus quer, isto é, obedecer Seus mandamentos, a Sua vontade. Jesus deixou isso bem claro quando disse:

João 14:15
“Se me amardes, guardareis meus mandamentos. ”

E João 14:21-24
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. Perguntou-lhe Judas (não o Iscariotes): O que houve, Senhor, que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras. ”

Também em Deuteronômio 5:8-10 (veja também Êxodo 20:5-6) nós lemos:
“Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos. ”

Amar a Deus e guardar Seus mandamentos, a Palavra de Deus, são coisas inseparáveis uma da outra. Jesus deixou isto bem claro. Aqueles que O amam guardam a Sua Palavra e aqueles que não O amam! Amar a Deus então, o maior mandamento, não significa sentir-se bem sentado em meu banco de Igreja no Domingo de manhã. Isto significa que Eu tento fazer o que agrada a Deus, o que faz Deus feliz. E isto é o que importa diariamente.


1 João contém mais passagens que diz bem o que significa amar a Deus.
1 João 4:19-21
“Nós amamos, porque ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu. E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão”

1 João 5:2-3
“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são penosos. ”

1 João 3:22-23
“E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista. Ora, o seu mandamento é este, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. ”

Existem várias falácias por aí no cristianismo de hoje. Um muito grave é a falsa ideia de que Deus não se importa sobre se vamos fazer ou não os seus mandamentos, a Sua vontade. De acordo com essa falácia, tudo o que importa para Deus é que um momento quando começamos na "fé". “Fé” e “amar a Deus” tem sido separado por questões práticas e são consideradas uma espécie de noções teóricas, estados da mente, que podem existir separadamente conforme cada um vive. Mas fé significa ser fiel. Você tem que SER algo, se você tem fé. E o que você tem que ser é fiel. E aquele que é fiel agrada àquele a quem se é fiel, ou seja, ele cuida em fazer a vontade de Deus, e seguir Seus mandamentos.

Outra coisa que se torna evidente a partir do que vimos acima é que o favor e o amor de Deus não são realmente incondicionais, como alguns nos querem fazer crer. Isso nós vemos nas passagens acima também. Assim, em João 14:23, lemos:

“Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. ”

Também em 1 João 3:22
“E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista. ”

E em Deuteronômio 5:9-10
“Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos. ”

Em João 14:23 existe um “se” e também um “e”. Se alguém ama Jesus, ele guardará Sua Palavra, E, como resultado, o Pai o amará e junto com Seu Filho farão morada nele. Também em 1 João, recebemos de Deus qualquer coisa que pedirmos, porque guardamos Seus mandamentos e fazemos o que O agrada. Também em Deuteronômio o amor misericordioso de Deus é mostrado àqueles que O amam e guardam Seus mandamentos. Há uma ligação clara então entre o amor e o favor de Deus e fazer a vontade de Deus. Em outras palavras não vamos pensar que desobedecendo a Deus, negligenciando Sua Palavra e Seus mandamentos, não importa, porque Deus nos amará de qualquer maneira. Também não vamos pensar que porque dizemos que amamos a Deus, nós O amemos de verdade. Eu acho que se amamos a Deus ou não é mostrado pela resposta a uma simples pergunta que segue: Nós fazemos o que agrada a Deus, Sua Palavra e Seus mandamentos? Se a resposta for sim, então amamos a Deus, se a resposta for não, então não amamos a Deus. Simples assim.

João 14:23-24
“Se alguém me amar, guardará a minha palavra...Quem não me ama, não guarda as minhas palavras. ”

2. “Mas eu não sinto que faço a vontade de Deus”: O caso dos dois irmãos
Outra área de confusão, quando se trata de fazer a vontade de Deus, é a ideia de que devemos fazer a vontade de Deus, somente se nos sentimos fazendo isso. Mas se não nos sentimos fazendo isso. Então somos supostamente excluídos. Deus não quer que façamos alguma coisa, se não nos sentimos fazendo isso. Mas me diga uma coisa: você vai trabalhar sempre, porque você sente isso? Você se levanta de manhã e pensa se você se sente indo para o trabalho e, dependendo se você sentir-se ou não você pula para fora da cama ou mais profundo debaixo dos cobertores? É assim que você está fazendo isso? Eu acho que não. Você faz o seu trabalho, independentemente de como você se sente sobre isso! Mas quando se trata de fazer a vontade de Deus que temos dado muita atenção ao sentimento. É claro que Deus quer que façamos a sua vontade e se sintamos vontade de fazer isso, mas mesmo que não se sinta a fazê-lo, é muito melhor fazê-lo de qualquer maneira que não fazer nada! E, para usar um exemplo daquilo que o Senhor nos disse, Ele disse: “E, se teu olho te fizer tropeçar, arranca-o, e lança-o de ti...” (Mateus 18:9). Ele não disse: Se seu olho te fizer tropeçar e você sentir vontade de arrancá-lo, então faça. Mas se você não sentir vontade de arrancá-lo então você está desculpado, uma vez que você não sinta. Você pode deixá-lo para que ele continue te levando a pecar. ” O olho danificado tem que ser arrancado, mesmo se sintamos ou não vontade de fazê-lo. Assim também com a vontade de Deus: é a melhor coisa a fazer e sinta-se fazendo, mas caso não sinta, faça assim mesmo ao invés de desobedecer a Deus.

Mas vejamos outro exemplo de Mateus. Em Mateus 21, Jesus foi questionado novamente pelos chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo. Para responder uma das questões Ele fez em forma de parábolas:

Mateus 21:28-31
"Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, chegando- se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi. Chegando-se, então, ao segundo, falou-lhe de igual modo; respondeu-lhe este: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O segundo.

Resposta correta. O segundo filho não sentiu vontade fazer a vontade do pai. Ele disse claramente a ele. Eu não quero ir à vinha hoje. Mas então ele se arrependeu e mudou de ideia. Qum sabe o que causou esta mudança. Eu acho: seu carinho pelo pai. Ele ouviu seu pai chamando-lhe a fazer sua vontade, mas não sentia vontade. Ele queria dormir um pouco mais, tomar um café com calma e talvez sair com os amigos. Então sua primeira reação, talvez fora da cama, era gritar “Eu não vou”. Mas então pensou no pai e porque o amava, ele mudou de ideia, saiu da cama e foi fazer o que seu pai queria que ele fizesse!

O primeiro filho por outro lado, talvez já fora da cama disse ao seu pai – “Eu irei pai”. Mas não foi! Talvez tenha voltado a dormir, ou então chamou um amigo e sumiu para fazer o que ele queria. Ele talvez tenha “sentido” vontade de fazer a vontade de seu pai por um momento, mas sentimentos vêm e vão. Então este “sentimento” de fazer a vontade de Deus foi substituída por outro sentimento de fazer algo diferente e então ele não foi!

Qual dos dois filhos fez a vontade do pai? Aquele que não sentiu vontade no princípio, mas foi assim mesmo, ou aquele que sentiu vontade de fazer no início, mas na verdade não o fez? A resposta é óbvia. Agora, vimos anteriormente que amar ao Pai significa fazer sua vontade. Poderíamos, contudo, fazer a seguinte pergunta: Qual dos dois amava o Pai? Ou com qual dos dois o pai estava agradecido? Com aquele que lhe disse que faria, mas não fez ou com aquele que de fato fez? A resposta é com certeza a mesma: Com aquele que fez a vontade do Pai! Concluindo então: fazer a vontade de Deus, independentemente dos sentimentos! Mesmo se a primeira resposta for “Não farei”. “Eu não sinto vontade de fazê-lo”, mude de ideia e siga adiante e faça. Sim, é bem melhor fazer a vontade de Deus e sentir vontade de fazê-lo, mas entre não fazer a vontade de Deus e fazê-lo sem aquela vontade imensa, a opção a ser escolhida é: Eu farei a vontade de meu Pai de qualquer jeito, porque eu amo meu Pai e quero agradá-lo.

3. A noite no Getsêmani
Agora, o texto acima não significa que não podemos ou não devemos falar com o Pai e pedir-Lhe outras opções possíveis. Nosso relacionamento com o Pai é um RELACIONAMENTO real. O Senhor quer que os canais de comunicação com os filhos servos estejam sempre abertos. O que aconteceu no Getsêmani naquela noite em que Jesus foi entregue para ser crucificado é característico. Jesus estava no jardim com os seus discípulos e Judas, o traidor estava chegando, juntamente com os servos dos chefes dos sacerdotes e dos anciãos, para prendê-lo e crucificá-lo. Jesus estava em agonia. Ele preferia que este cálice fosse afastado dele. E Ele pediu ao Pai a respeito:

Lucas 22:41-44
“E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. Então lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava. E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão. ”

Não há nada de errado em pedir ao Pai por outra saída. Nada de errado em pedir ao Pai se pode ficar em casa hoje e não ir à vinha! O que é errado é ficar em casa de qualquer maneira sem pedir-Lhe. Isto é desobediência. Mas não é errado pedi-Lo por uma exceção ou outro caminho. De fato, não há outro caminho, você pode ter um encorajamento especial para mover-se adiante e fazer sua vontade. Jesus deu tal encorajamento: “Então apareceu um anjo que o confortava. ”

Jesus preferiria ter afastado o cálice de sua presença, MAS apenas se fosse a vontade de Deus. E neste caso não era. E Jesus aceitou. Como ele disse a Pedro após Judas chegar na companhia dos guardas:

João 18:11
“Disse, pois, Jesus a Pedro: Mete a tua espada na bainha; não hei de beber o cálice que o Pai me deu? ”

Jesus sempre procurou agradar ao Pai, mesmo quando ele não sentia vontade de fazer. E porque Ele sempre quis agradar ao Pai, o Pai nunca o abandonou. Como ele disse:

João 8:29
“E aquele que me enviou está comigo; não me tem deixado só; porque faço sempre o que é do seu agrado. ”

Ele é nosso exemplo. Como apóstolo Paulo nos diz em Filipenses:
Filipenses 2:5-11
“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. ”

Jesus humilhou-se. Ele disse “não seja feita minha vontade”. Jesus OBEDECEU! E o mesmo devíamos fazer também. A mesma mente, a mente da obediência, a mente que diz não a minha, mas a sua vontade, seja também conosco! Como Paulo continua:

Filipenses 2:12-13
“De sorte que, meus amados, do modo como sempre obedecestes, não como na minha presença somente, mas muito mais agora na minha ausência, efetuai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. ”

“De sorte que, meus amados”, isto é, porque temos um grande exemplo de obediência, Jesus Cristo nosso Senhor, vamos obedecer também, trabalhando para nossa salvação com temor e tremor, pois Deus está operando em nós ambas coisas, a vontade e fazer o que lhe agrada. E Tiago diz:

Tiago 4:6-10
“Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações. Senti as vossas misérias, lamentai e chorai; torne-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. ”


Conclusão
Amar a Deus com todo nosso coração é o maior mandamento. Mas amar a Deus não é um estado de mente, onde nos “sentimos bem” a respeito de Deus. Amar a Deus é o mesmo que fazer a vontade de Deus. Não existe esta coisa de dizer que tenho fé, mas não sou fiel a Deus! Não existe esta coisa de dizer que ama a Deus, mas ao mesmo tempo ser desobediente a Ele Não existe esta coisa de dizer que tenho fé, mas não sou fiel a Deus! Não existe este negócio de dizer que tenho fé, mas não sou fiel a Deus! Fé não é um estado de mente. Fé em Deus e em Sua Palavra é igual a ser fiel a Deus e à Sua Palavra. Não vamos acreditar nestas falácias que tentam separar um do outro. Também o amor de Deus e Seu favor volta àqueles que amam a Deus, isto é, àqueles que O agradam, e fazem Sua vontade. Além disso também vimos que é melhor seguir adiante e fazer a vontade de Deus mesmo se não sentimos vontade de fazê-la, do que desobedecer a Deus. Isto não faz de nós robôs sem sentimentos. Podemos (devemos) sempre falar ao Senhor e pedi-lo por outro caminho se sentirmos que Sua vontade é muito difícil para nós fazermos e devemos aguardar Sua resposta. Se houver outro modo Ele nos proverá. Ele é o Mestre e Pai mais maravilhoso de todos, gracioso e bom para todos seus filhos. E se houver outro caminho Ele nos encorajará a fazer o que possa parecer difícil para nós, exatamente como ele fez a Jesus naquela noite.


Salmos

Salmo 119

Sl 119.08-15 (2ª estrofe)
9 - De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.
10 - ​De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos.
11 - Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.
12 - Bendito és tu, SENHOR; ensina-me os teus preceitos.
13 - Com os lábios tenho narrado todos os juízos da tua boca.
14 - Mais me regozijo com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas.
15 - ​Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito.

O Caminho da Purificação

Vs. 9 - A Segunda estrofe começa como uma pergunta retórica, pergunta essa dirigida aos jovens. A resposta é de acordo com a sabedoria dos escritores bíblicos de que a solução para todos os problemas da mocidade em todos os períodos da história é atenção à Palavra de Deus. Guardar puro o caminho significa ter uma conduta de vida, santa, ilibada, correta, justa segundo a Palavra do Senhor. Tal conduta nos dias de hoje é um desafio para os jovens, pois vivem em meio a uma sociedade onde tudo é relativo, onde aquilo que é bom para você e te dá prazer é válido, uma sociedade que ignora, zomba e não crê em Deus, desconhece o verdadeiro autor da vida e por isso vivem uma vida entregue as suas paixões infames.

Vs. 10 – A purificação do nosso caminho se dá pela observância das Sagrada Escrituras o que nos leva, segundo a parte “a” do versículo 10, a busca pelo Senhor. “De todo o coração te busquei...”  Percebe-se, estampado nas palavras do salmista, o desejo de buscar ao seu Senhor, o que nos leva a conclusão de que quando damos a devida atenção à Palavra de Deus, isso gera um desejo de buscá-lo e conhece-lo cada vez mais. A ênfase é busca-lo de todo o coração, e, o bom e interessante é que o próprio Deus nos garante que se de tal forma procedermos o encontraremos (Jeremias 29.13).
A parte “b” do versículo 10 o salmista demostra temor ao pedir a Deus que não o deixe desviar, fugir, se afastar dos Seus mandamentos. Creio que esse temor se faz pela consciência que o escritor tem de sua condição como homem falho e pecador. De forma que se a minha vida é purificada pela Palavra de Deus a consequência do meu desviar desses preceitos é a impureza advinda do erro (pecado) que me condenará (o salário do pecado é a morte... – Rm 6.23a). Assim deveria ser o nosso clamor contínuo a Deus para que Ele nos ajude a nunca desviarmos dos seus mandamentos.

Vs. 11 – Creio que esse seja o verso chave da estrofe, pois tanto os versos 9 e 10 como os 12, 13, 14 e 15 serão mais facilmente entendidos e praticados se de fato eu compreender e aplicar esse versículo a minha vida. O Salmista aqui, mais uma vez expressa e enfatiza o seu temor de errar diante do seu Senhor, de não o agradar, de não o obedecer, apontando a única maneira de não cometer tal erro, a saber, guardar as palavras de Deus no coração. A palavra coração aqui (hb. leb) pode ser traduzida por “mente” ou “razão” ou ainda “inteligência”. Ou seja, guardar no coração significa ter a palavra gravada em minha cabeça por assim dizer, ter em mente passagens bíblicas, versículos decorados, e praticar os princípios nela contidos. Se assim procedermos não pecaremos contra o Senhor, com isso não quero dizer que não temos pecado ou que nunca mais pecaremos, de forma alguma! O que estou dizendo é que se tivermos gravados em nosso coração (mente) a Palavra de Deus não viveremos mais na prática do pecado sendo escravo dele (1Jo 3.9). Ter a palavra guardada no coração e ter Cristo em nós, somos nova criação (2Co 5.17), nascidos de uma semente incorruptível (1Pe 1. 23), essa semente é a Palavra de Deus, e, Jesus é essa Palavra (Jo 1.1; 1Jo 1.1; Ap 19.13).

Vs. 12 – O Salmista inicia o verso 12 declarando: “Bendito és tu Senhor!...A Palavra Bendito (barak) no original significa ser abençoado, ser adorado, ser louvado, o que nos leva a entender que outra consequência de observarmos, guardarmos a Palavra de Deus é nos levar a adorá-lo! Quando meditamos nas Sagradas Escrituras, buscando a Deus, passamos a conhece-lo um pouco mais de forma que isso sempre nos levará a bendizer o seu santo nome e adorá-lo na beleza da santidade (Sl 96.9)



Por: Romildo C. S.